segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O amor é um não sei quê, que surge não sei de onde e acaba não sei como

Como há já algum tempo que os cronistas deste blog não publicam nada, resolvi acabar com a minha greve de escrita e postar algo hoje. Ah sim, eu sei que devia estar a estudar, mas nós artistas temos de aproveitar a inspiração quando ela vem. E agora a minha inspiração dá-me para falar de amor. Parece lamechas? Talvez, mas garanto-vos que não vou falar de romances cor-de-rosa ou algo do género.
Aqui há uns tempos pensei em escrever um livro. O livro chamar-se-ia "O Grande Pessimista", no qual o meu objectivo seria procurar explicar várias questões que sempre acompanharam a humanidade, como por exemplo questões filosóficas, religiosas, sociológicas, etc. Infelizmente, devido a uma grande falta de tempo para me poder sentar e escrever convenientemente, esse meu projecto acabou por ficar adiado, não fazendo eu a mais pequena ideia se algum dia será posto em prática.
Mas o que me interessa aqui dizer é o seguinte: nesse livro eu tencionava (obviamente) abordar a questão do amor. O que é que realmente leva uma pessoa a gostar de outra? Quando dizemos "Amo-te" o que é que isso realmente quer dizer? Para vos responder cabalmente a essa questão precisaria de ficar aqui a escrever a noite toda, o que implicaria um post gigantesco. Mais tarde posso voltar a este assunto e desenvolvê-lo algo mais, mas por agora vou-vos deixar com uma ideia minha. "Amo-te" significa, na minha modesta opinião, algo tão simples como isto: Contigo não me sinto só. Para mim, o amor é a resposta humana ao medo da solidão, do vazio da existência. Há certas pessoas que me dizem que não precisam de ninguém para ser felizes, que são felizes sozinhas. Para essas pessoas só lhes digo uma coisa: If bullshit were music you would be a pianist. Ninguém é feliz sozinho, convençam-se disso. Podemos passar momentos agradáveis sozinhos mas sermos felizes? Não, nem pensar. Existe em todos nós um vazio que só outro ser humano pode preencher, isso é garantido.
Bem, acho que se calhar resumi demais esta questão, mas este post já está a ficar grandinho portanto vou ficar por aqui. Prometo voltar muito em breve a esta questão, mas antes de me ir embora deixo-vos uma pergunta no ar: o amor existe realmente? Eu estive a explicar uma pequena parcela desta questão, mas o problema mantém-se. Até á próxima.

2 comentários:

Carlos Lobo disse...

Gostaria de responder à questão que foi aqui lançada: "O amor existe realmente?"

O amor será um significado atribuído pelo Homem a um sentimento específico já existente, ou será uma invenção do Homem como Deus e/ou a Arte? Também depende da ideia que cada um de nós tem do amor. Respondendo mesmo à questão segundo o meu ponto de vista, a paixão está próxima do que se chama amor à primeira vista e é um significado atribuído pelo Homem à sensação de atracção imediata por alguém. Eu defendo que o amor é algo inventado pelo Homem e que representa algo divino como venerar alguém que se encontra à nossa frente. É difícil de explicar, mas o conceito está lançado. A questão é: ele existe mesmo? Amor quase pressupõe eternidade quando visto desta maneira... mas será que se pode eternamente sentir isto por alguém? Podemos separar-nos até este ponto dos nossos instintos animais ou será que eles nos levam a cansarmo-nos de alguém que pensávamos que amamos com o passar do tempo? Esta questão terá que ser debatida no blog vezes sem conta. Excelente post, e concordo com a não utilização de imagem, porque o amor não tem forma, o amor não tem cor. E será que podemos ser felizes sozinhos? Zé Incógnita diz: "EU SIM!" A resposta é: "If bullshit was music you would be Michael Angelo Batio!"

Unknown disse...

Gostei principalmente do título da publicação. Apesar de parecer confusa, achei muito engraçada a forma como vincaste a tua perspectiva e o teu propósito através da utilização de palavras de igual significado. Acho uma pena não continuares a tua ideia visto ser bastante interessante, até porque como bem sabes, são temas que me aprazem e muito. Espero sinceramente que não desistas dessas ideias fantásticas e que possas ter tempo para as concretizar, apesar de obviamente serem transcendentes à tua pessoa, uma vez que nem tu, nem eu e ninguém consegue controlar quer o tempo ou os problemas que nos aparecem de tempos a tempos. Um abraço carregado de inspiração.